quinta-feira, 29 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Os meus medos tomam conta de mim
A minha face já não é mais a mesma
E eu continuo aqui
Tentando camuflar o que aparece explicito nos meus olhos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Não sou sensível de mais, vocês que esqueceram como é ter sentimentos."











             (Andressa Manfredini) 

terça-feira, 26 de julho de 2011

"Não escrevo pra te convencer, não escrevo pra me agradar, sou apenas um poço de depressão e preciso transbordar"




(Andressa Manfredini)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Meus olhos verdes


Me obrigam a ficar aqui e querem que eu esteja sempre sorrindo.
Pensam que são donos da verdade, pensam que são donos de mim
Querem me ver feliz mas, são incapazes de fazer com que isso aconteça
Tentam me proteger mas, são vocês que me fazem mal.

Estou descontrolada de uma maneira que nunca fui
Não tenho voz, não sou ninguém
E vocês me olham, me veneram
Assistem de camarote a minha queda.

Não posso levantar, ainda nem se quer cai
olho pra mim e não vejo mais nada
Me reconheço apenas pela imagem vazia refletida no meu espelho
e não, não gosto do que vejo.

Dizem que sou má mas, só faço mal a mim mesma
Anseiam o dia em que eu não estarei mais aqui
Vocês não sabem nada sobre mim, nunca saberão
Há muita coisa escondida atrás dos meus olhos verdes.




(Andressa Manfredini)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nem merece um título

 Hoje acordei mais estranha que nunca, me sentindo como se tivesse perdido tudo, sem ao menos ter nada,  sempre fui confusa e sempre achei engraçado quando as pessoas diziam que eu era decida, na verdade não vejo um momento que eu fui verdadeiramente decidida, "Acho que não sei quem sou só sei do que não gosto" essa frase me defini muito bem aliás como muitas do meu saudoso Renato Russo. Acho muito superficial quando as  pessoas me chamam de estranha simplesmente por eu não parecer com elas, por eu me vestir diferente e gostar de coisas diferentes, pra mim "estranhas" são essas pessoas que vivem em um mundo desumano, que elas mesmas fizeram e que por conviverem todos os dias acabaram se adaptando e fazendo parte dessa corja.

(Andressa Manfredini)


sábado, 25 de junho de 2011

Palavras

É estranho como meus pensamentos
Deslizam entre minhas mãos e se tornam palavras.
Às vezes dizem o que eu tenho medo dizer
E não mentem nem quando necessitam mentir

É estranho como tudo flui naturalmente
Sem que eu nem mesma perceba
Dizendo-me o que eu não sabia
Contando-me o que eu não queria saber.

É estranho como curam as minhas feridas
E como elas me ferem também
Palavras, é engraçado como nem sempre
conseguimos defini-las




(Andressa Manfredini)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cinzas


A sede ecoará como um grito
Fazendo ressoar no infinito da vida
Ainda que sejas a mais bela e repleta de pura vertigem
Ainda que fosses vitima de pecados alheios
Poderia ser de pedra... Poderia ser de ouro
Que não haverá formas de camuflar um falso valor
E seus olhos e sua forma de olhar
Não haverá, mas a quem seduzir

Eu vi as lagrimas de tristeza choradas por você
Vermelhas como centro de fogo
Nelas queimavam seus sonhos e seus planos
Que ainda vivos, se convertiam em cinzas

E o coração, que se volveu à selvagem
Batia mais fraco a cada dia... A cada instante
Fugia de mim a minha paz e o meu amor
E não se fez vazio, guardava ali sofrimento e o rancor
Como sementes plantadas na alma

Mesmo se pudesse voar de volta aos céus
Já não seria meu o tesouro prometido
Guardado em paraíso de cor anil
Pois nos domínios sagrados

Os Anjos que ventem azul e tem asas queimadas
Despencam de volta ao lugar de cores quentes
"Pois a traição é a chave da porta da frente
“Desse lugar onde habitam os renegados celestes”




segunda-feira, 21 de março de 2011

Aniversário...


Aniversário é uma data que faz a gente refeltir sobre o que a gente quer da vida e sobre o que a gente conseguiu.

Aliás, é quando a gente nota a diferença entre o quer quer da vida e o que se conseguiu dela até o momento.

O dia do aniversário é uma coisa intensa, mesmo quando a gente fala que nem liga.

Porque, depois que passa essa data, os dias dias normais parecem um pouco mais sem graça do que já eram...

Aí que começa a volta da rotina e a aquela velha mania de ter que parar para pensar para responder corretamente a nova idade.

São coisas pequenas, eu sei; são bobagens!... Mas é dessas bobagens que é feita a vida!

Pequenas coisas, pequenos sentimentos, pequenas desgostos e pequenos prazeres, acontecem dia após dia e assim, acumulam-se num emaranhado de coisas que nem agente mesmo sabe o que é e nos joga na cara que não sabemos cultivar pequenas coisas.

Ah, não! Não queremos nada pequeno! Só as coisas grandiosas é o que queremos! É só isso que presumimos merecer!

Ledo engano, pois só alcançam as coisas grandes aqueles que sabem cultivar as coisas pequenas constantemente. Só estes! A vida é feita, não de grandes coisas, mas das pequenas que se complementam dia a dia!

Renato Zuza