segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nem merece um título

 Hoje acordei mais estranha que nunca, me sentindo como se tivesse perdido tudo, sem ao menos ter nada,  sempre fui confusa e sempre achei engraçado quando as pessoas diziam que eu era decida, na verdade não vejo um momento que eu fui verdadeiramente decidida, "Acho que não sei quem sou só sei do que não gosto" essa frase me defini muito bem aliás como muitas do meu saudoso Renato Russo. Acho muito superficial quando as  pessoas me chamam de estranha simplesmente por eu não parecer com elas, por eu me vestir diferente e gostar de coisas diferentes, pra mim "estranhas" são essas pessoas que vivem em um mundo desumano, que elas mesmas fizeram e que por conviverem todos os dias acabaram se adaptando e fazendo parte dessa corja.

(Andressa Manfredini)


sábado, 25 de junho de 2011

Palavras

É estranho como meus pensamentos
Deslizam entre minhas mãos e se tornam palavras.
Às vezes dizem o que eu tenho medo dizer
E não mentem nem quando necessitam mentir

É estranho como tudo flui naturalmente
Sem que eu nem mesma perceba
Dizendo-me o que eu não sabia
Contando-me o que eu não queria saber.

É estranho como curam as minhas feridas
E como elas me ferem também
Palavras, é engraçado como nem sempre
conseguimos defini-las




(Andressa Manfredini)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cinzas


A sede ecoará como um grito
Fazendo ressoar no infinito da vida
Ainda que sejas a mais bela e repleta de pura vertigem
Ainda que fosses vitima de pecados alheios
Poderia ser de pedra... Poderia ser de ouro
Que não haverá formas de camuflar um falso valor
E seus olhos e sua forma de olhar
Não haverá, mas a quem seduzir

Eu vi as lagrimas de tristeza choradas por você
Vermelhas como centro de fogo
Nelas queimavam seus sonhos e seus planos
Que ainda vivos, se convertiam em cinzas

E o coração, que se volveu à selvagem
Batia mais fraco a cada dia... A cada instante
Fugia de mim a minha paz e o meu amor
E não se fez vazio, guardava ali sofrimento e o rancor
Como sementes plantadas na alma

Mesmo se pudesse voar de volta aos céus
Já não seria meu o tesouro prometido
Guardado em paraíso de cor anil
Pois nos domínios sagrados

Os Anjos que ventem azul e tem asas queimadas
Despencam de volta ao lugar de cores quentes
"Pois a traição é a chave da porta da frente
“Desse lugar onde habitam os renegados celestes”