(Andressa Manfredini)
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Nem merece um título
(Andressa Manfredini)
sábado, 25 de junho de 2011
Palavras
É estranho como meus pensamentos
Deslizam entre minhas mãos e se tornam palavras.
Às vezes dizem o que eu tenho medo dizer
E não mentem nem quando necessitam mentir
É estranho como tudo flui naturalmente
Sem que eu nem mesma perceba
Dizendo-me o que eu não sabia
Contando-me o que eu não queria saber.
É estranho como curam as minhas feridas
E como elas me ferem também
Palavras, é engraçado como nem sempre
conseguimos defini-las
(Andressa Manfredini)
(Andressa Manfredini)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Cinzas
A sede ecoará como um grito
Fazendo ressoar no infinito da vida
Ainda que sejas a mais bela e repleta de pura vertigem
Ainda que fosses vitima de pecados alheios
Poderia ser de pedra... Poderia ser de ouro
Que não haverá formas de camuflar um falso valor
E seus olhos e sua forma de olhar
Não haverá, mas a quem seduzir
Eu vi as lagrimas de tristeza choradas por você
Vermelhas como centro de fogo
Nelas queimavam seus sonhos e seus planos
Que ainda vivos, se convertiam em cinzas
E o coração, que se volveu à selvagem
Batia mais fraco a cada dia... A cada instante
Fugia de mim a minha paz e o meu amor
E não se fez vazio, guardava ali sofrimento e o rancor
Como sementes plantadas na alma
Mesmo se pudesse voar de volta aos céus
Já não seria meu o tesouro prometido
Guardado em paraíso de cor anil
Pois nos domínios sagrados
Os Anjos que ventem azul e tem asas queimadas
Despencam de volta ao lugar de cores quentes
"Pois a traição é a chave da porta da frente
“Desse lugar onde habitam os renegados celestes”
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